BEM VINDO!

Este é um espaço criado para que possamos trocar informações sobre:

- Psicanálise;
- Comportamento Humano;
- Patologias Psicoemocionais;
- Sentimentos: que constroem e que destroem;
- Relacionamentos;
enfim, toda abordagem que puder levar informação sobre melhor qualidade de vida
emcional.

Os textos não têm a pretenção de orientar, mas sim de poder oferecer uma alternativa de interpretação.
Sinta-se a vontade para opinar, contestar e discutir. Aqui, o que você pensa, será bem vindo!

Abraço,

Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista –
SJCampos

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sexta-feira, 6 de junho de 2008

O RESSENTIMENTO


Sempre que escrevo ou falo sobre este tema, gosto de começar pela citação de Shakespeare: “o ressentimento é um veneno que tomamos esperando que o outro morra”. Por mais que se discorra sobre o assunto, esta frase resume tudo e da maneira mais clara possível. É o máximo da máxima!

Voltando as “vacas frias”, este é um tema muito rico e pertinente aos tempos atuais, eu explico:


- rico porque pode ter um poder avassalador na vida de alguém, desencadear outros males psicossomáticos. Agora, o mais interessante é que o ressentimento pode se colocar como uma armadilha insolúvel, porque o indivíduo parece já estar condicionado a enxergar a questão fora de si, enquanto que a resposta, estará encoberta do lado de dentro.


- pertinente porque para mim parece ser o segundo maior mal da humanidade (o primeiro continua sendo a comunicação ou a falta dela).


Antes de continuar, seria interessante descrever as principais características do conflito de um ressentimento, segundo a ótica do ressentido:


- uma parte é representada por uma vítima passiva e outra parte é representada por um tirano;

- é estabelecida uma dívida de uma parte (a vítima) contra a outra;
- a participação do ressentido na situação normalmente não é explorada por ele, é banalizada para dar lugar a injustiça cometida pela outra parte, ele é desprovido de qualquer sentimento de culpa ou arrependimento;
- não há a reivindicação de uma perda, mas o desejo do sofrimento do seu opressor, que seria a compensação pela sua angústia, seria o privilégio da legitimidade do prazer sem culpa, sem ter havido efetivamente uma ação vingativa, é caracterizado como justiça;
- trata-se de uma ferida narcísica que não se cicatriza porque é constantemente fomentada.

Falando de cada uma das características, o sujeito só será vítima, se assim ele preferir. E como este é o modelo preferido pela sociedade, logo será a melhor opção: a reparação negada será o trunfo do ressentido, sem ele não há razão para o processo; a posição de vítima não pode ser expressiva, afinal o título mesmo diz, o contexto deve girar em torno do tirano, se ele analisar demais a sua participação na ocorrência, pode perceber suas falhas e isto não é viável; não é reivindicado o pagamento do ônus senão acaba o processo e não tem mais vítima, mas o sofrimento do tirano é muito bem vindo; e por fim, ou melhor, para a cadeia não ter fim, deve ser alimentada, sempre.


A armadilha que me refiro no início, se dá porque há a tendência em transformar o outro em pecador, porque já é demasiadamente dolorosa a situação do conflitado, do ressentido, e ele não deseja agrava-la assumindo a sua parcela de responsabilidade, por isto ao invés de haver uma divisão de culpa e tentar dissipar o mal estar, há um direcionamento que não diminui, mas sim, aumenta a o sentimento de raiva.


O ressentimento leva o sujeito a criar todo um cenário propício para legitimar o seu direito de ressentir-se, a versão dos fatos pode mudar conforme suas necessidades, ele será acalantado por um ligeiro prazer, cada vez que reafirmar a sua posição de vítima. No entanto, nada mais é do que uma grande ilusão de solução. É uma catexia latente, permanente, que ocupa espaço de outras mais nobres. Isto, quando não desencadeia outras neuroses.


Acredito que o ressentimento poderia ser classificado em índices de gravidade, os que são fáceis de assimilar e de se diluir: para estes o fundamental estaria em aceita-los e “digeri-los”; uma segunda classificação: que compromete um pouco mais a concentração e o desejo do ressentido, talvez uma “digestão” em médio prazo, e quem, sabe uma terceira classe: como os casos mais graves que já vêm acompanhados de algum sintoma patológico, que necessitem de muito mais trabalho ou um recurso para sua dissolução.
Contudo, este, como tantos outros assuntos que habitam nosso aparelho psíquico podem ser muito reveladores, principalmente se o analisando tiver disposição para descobri-los, assumi-los, modifica-los e principalmente se para isto, puder contar com uma boa escuta analítica.

TERAPIA COM FLORAIS DE BACH

O Dr. Edward Bach, médico bacteriologista, inglês, acreditava que toda enfermidade tinha seu princípio na desarmonia entre o estado emocional e o físico, mais necessariamente, algo que nascia no âmbito das emoções e se manifestava no corpo. Logo, ele passou a tratar não só os sintomas patológicos dos seus pacientes, mas principalmente suas angústias, anseios, melancolia, enfim, males emocionais diversos e imediatamente percebeu os resultados positivos desta metodologia.

Para isto, ele identificou 37 essências de flores, mais a 38ª que se trata de uma combinação das outras. Elas são específicas entre si e combinadas dão origem à fórmulas pessoais e distintas conforme cada caso e cada indivíduo. Por esta razão, a atenção à anamnese corresponde à aproximadamente 80% do sucesso do tratamento.


A terapia das flores age no plano mais sutil da pessoa, seu efeito, reconhecido em 1976 pela Organização Mundial de Saúde, não é conflitante com qualquer outro tipo de tratamento alopático (nem tão quanto deve substituí-los, sem orientação profissional), não possui efeitos colaterais de nenhuma espécie e não cria nenhuma relação de dependência.

Artigo Acadêmico: Narcisismo – Segunda Abordagem

A amplitude dos sintomas com causas narcísicas – esta vertente me instiga mais que anterior, quando começo a observar a personalidade de algumas figuras, me parece que em muitas vezes, faz parte do conjunto: o doloroso narcisismo. Vejamos:
- um sintoma de depressão pode estar vinculado a ele;
- de insatisfação constante, acompanhado de uma saga exagerada pelo sucesso;
- tendência a solidão porque “se bastam”;
- arrogância e menosprezo pelo sucesso alheio;
- hipercríticos;
- ignoram as necessidades alheias;
- sarcásticos e sedutores;
- etc...

Chega a ser curioso observar o comportamento do gestor de uma empresa que prioriza seu status mais do que qualquer outro valor; de pais que tentam criar filhos perfeitos; de professores que não admitem alunos com avaliações insatisfatórias; e de tantas outras pessoas que se auto-boicotam em função de um narcisismo acentuado e são impedidas de conquistar o sentimento de satisfação em suas vidas. Será que todos nós possuímos o “narcisismo maléfico”, somente em dosagens diferentes?

Estou certa que é um tema incrivelmente rico e que estou apenas “pincelando” suas revelações e atuações na organização psíquica do indivíduo.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Artigo Acadêmico: Narcisismo - Primeira Abordagem


A princípio quando comecei a discorrer sobre essa questão surgiram dúvidas, inseguranças e receios de estar me desviando de tudo que já estudei sobre narcisismo, mas felizmente encontrei depois estudos publicados que me amparam.

Será que a “Síndrome de Narciso” ou o “Transtorno Narcísico da Personalidade (TPN)”, antes de ser tratado como um componente maléfico da formação do indivíduo, não poderia também ser tratado como uma característica espontânea, desenvolvida em meio à sua organização psíquica, a fim de complementar seus mecanismos de sobrevivência, mediante o meio que é inserido?

Uma afirmação de Nietzsche que sempre me chamou a atenção foi: “o homem nasce perverso, homicida e canibal”. A primeira vez em que ouvi esta citação, foi numa aula teórica e confesso que fiquei chocada, como se a minha visão romântica sobre a constituição do ser humano tivesse sido devassada, seria só ingenuidade ou seria o meu percentual narcisista se rebelando? Não sei. Enfim, sob a ótica dele, o narcisismo passaria a ser uma graciosidade da personalidade.

O indivíduo, enquanto feto, tem as suas necessidades plenamente satisfeitas e seu mundo é conhecido e dominado, a partir daí, ele cresce, vem o narcisismo e tudo muda: suas necessidades são satisfeitas, mas não mais a sua mercê, o mundo não mais é dominado por ele, que agora é apresentado aos primeiros sentimentos de temores e ameaças. Aqui podemos vincular à “fase do espelho” (Lacan) durante a constituição egóica. A criança se reconhece como ser uno e começa a aprimorar seus mecanismos de sobrevivência para satisfazer-se cada vez mais e melhor.

Complementando o parágrafo anterior, o narcisismo adquire uma prioridade sobre a sobrevivência física. A exigência egóica de ser amado, se desenvolve a partir de uma necessidade de satisfação narcísica. Tal necessidade agirá no psiquismo como uma espécie de atividade pulsional, sendo sempre convocada a ser satisfeita acompanhando o sujeito por toda sua vida, levando-o a ultrapassar e superar as tendências pulsionais parciais. A partir daí “é um pulo”, até a determinação do “eu ideal” de Freud.

Eis, pois, a armadilha armada: a sutil diferença que determinará se um sujeito apenas possui características narcísicas ou se sofre da patologia do Transtorno Narcísico da Personalidade (TPN). A sutileza a que me refiro é quando o narcisismo começa como condição natural, com a dose certa de amor próprio que nos resguarda e preserva, que incentiva a auto-estima e nos auxilia na busca pelo sucesso, ou seja, condição saudável que discretamente a se expandir, e passa a se transformar em auto-adoração.

O termo “adorar-se”, me lembra os protagonistas das tragédias gregas, que tinham esta característica em comum, mas o sujeito da atualidade que me refiro é aquele com as seguintes características:

- Justifica todas as suas falhas (sim falhas, porque os defeitos inexistem nele);
- Acredita que fez um grande favor ao mundo nascendo e, que deve ser recompensado por isto;
- Apresenta sintomas de irritabilidade permanente e justificada (sim, porque o resto do mundo não reconhece sua importância);
- Arrogantes, ausentes de empatia, manipuladores, auto-suficientes, invejosos, competitivos, ente outros...

A conclusão sobre a primeira abordagem do Narcisimo: a distinção do sentido pejorativo, ao qual estamos habituados a ouvir, que seria a condição patológica, do sentido saudável, da característica nata, que deve ser reconhecida e aceita, cuja ausência total resultaria em baixa auto-estima e insucesso. Onde fica o limite que separa o narcisimo “benéfico” do “maléfico”?

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Bem Estar Além do Físico


Quando falamos em “bem estar”, logo vem como referência a forma física, saúde do corpo, uma imagem de alguém se exercitando ou descansando a beira de uma piscina. Mas e a forma não física, a emocional, a que governa os nossos conjuntos de sentimentos? Esta, vai bem?


Por ser invisível, às vezes escondida até de nós mesmos, costumamos negligenciar esta tão importante parte de nosso ser.

Dar atenção às suas próprias reações, sentimentos, angústias e alegrias é tão ou mais importante que preocupar-se com o bem estar do corpo. Buscar atividades que proporcionem prazer, alívio emocional, auto-conhecimento, são práticas imprescindíveis para quem busca uma vida plenamente saudável e mais feliz.

Substitua a TV por um bom papo com amigos agradáveis, se não tiver, faça-os; vire voluntário de alguma ONG, fazer o bem, sem importar a quem, ainda é um remédio infalível para o próprio bem estar; quando estiver sozinho, sinta-se acompanhado de si mesmo e alegre-se com sua própria presença.

Cuide-se! Por inteiro.

ESTADOS DEPRESSIVOS


Estados depressivos não é o mesmo que depressão. São momentos em que os sentimentos de melancolia, angústia, tédio, pessimismo, desalento, entre outros, predominam no estado de humor do sujeito. Momentos estes, que podem ter a extensão de algumas horas do dia, alguns dias da semana ou pouco mais.



É uma condição totalmente consciente, sabe-se que deve melhorar e sabe-se até o que deve fazer para isto, mas o sujeito opta por não fazê-lo. É como se este fosse um direito preservado, talvez se fosse possível ouvir a voz do Ego, ele poderia estar dizendo:



- “Quero ver se vocês me amam de verdade, mesmo estando tão avesso!”



- “Desejo devolver ao mundo todo sentimento de desesperança e indiferença que ele me expôs ultimamente!”



- “Isto vai passar assim que eu quiser, mas antes vocês todos devem saber que eu também sou fragilmente humano.”



- “Pois veja, Universo, o que fizeste comigo, regozija-se com o meu tormento, tanto investisse que conseguiste! Estou entregue!”



Bem, algumas destas exclamações certamente retratam ou passam perto de definir, as razões que levam a pessoa a se entregar ao seu estado melancólico (considere aqui a condição involuntária produzida pelo inconsciente).



E também há, claro, os casos clássicos de histeria induzida, em que se comportar ou evidenciar suas emoções de tristeza e solidão, servem como ferramenta para atingir algum objetivo específico e previamente determinado, ou seja, os mecanismos de sensibilização. E isto pode ocorrer consciente ou até mesmo inconscientemente. Mas aí já entra em outra esfera de abordagem: como meio de castigo contra o outro, sedução por piedade, enfim, chantagens emocionais diversas, um enfoque diferente deste.



Este é um estado de espírito em que se deseja ter seus sentimentos ruins legitimados, como se este fosse um direito de todo ser humano que num dado momento, à sua escolha, pode ser exercido.



O objetivo principal aqui, é poder compreender que este conjunto de emoções, que resultam numa variação de humor, pode ser saudável e legítimo sim, guardadas as devidas proporções e salvos alguns esclarecimentos:



- ninguém tem o fardo da obrigação de sentir-se bem o tempo todo, mantendo seu estado de espírito de alegria como algo permanente e inabalável, momentos de baixo entusiasmo existirão e devem ser acolhidos com sensatez;

- fazer um auto-mapeamento de seus sentimentos para entender sua dimensão e suas razões é importantíssimo para viabilizar a melhora do estado de ânimo, e também sugere ao indivíduo momentos de reflexões sobre si mesmo;
- o ser humano tem uma tendência natural de estar sempre testando a si mesmo e aos outros, experimentando e provocando reações, e isto tende a se intensificar nestes momentos, portanto, é preciso tomar muito cuidado para não exagerar na dose e romper com todos a sua volta, e quando quiser regressar do fundo do posso não encontrará ninguém para dar-lhe as boas vindas. Assim como é direito seu sentir-se melancólico, é direito dos outros não tolerar os exageros.
- o estado depressivo dura uma fase, um momento, alguns dias, mas não se estende a ponto de nem mais se lembrar a razão que o levou a ele. Sua principal característica é a pessoa sentir que tem o controle de sua condição e a administração de quanto ela deve durar.


É possível fazer uma analogia deste estado de humor a um processo de desintoxicação física, seria como expurgar seus males emocionais. É claro que existem maneiras mais sutis e menos dolorosas de se fazer isto, mas ninguém escapa vez ou outra de um mau humor como válvula de escape. O importante é não dar a estes momentos uma dimensão que não existe.

A MATERNIDADE E O EFEITO "OVER PROTECTION"

O ato de dar à luz, mediante circunstâncias de maturidade (no sentido amplo da palavra), traz para a condição consciente da mulher uma infinidade de sentimentos e emoções que a exaltam como ser humano e a faz sentir diferente do resto do mundo, mesmo que este evento seja normal ou passível a grande maioria feminina, e, ao mesmo tempo, a auxilia na preparação psíquica para receber seu pequeno rebento.

No entanto, a sua condição inconsciente também é acometida por uma torrente de sentimentos que podem ser complexos e difusos. Inevitavelmente ela é remetida para o lugar que ocupou quando filha, para os cuidados que ela recebeu na sua criação e formação. E é justamente a partir daí que se formarão seus critérios para criar e formar seu próprio filho(a).

Comparações, seleções do que foi bom ou ruim, o que funciona e o que traumatiza, o que se aplica e o que deve ser evitado a qualquer preço, pensamentos e exercícios como estes, são inevitáveis consciente ou inconscientemente.

A sociedade, desde sempre, caracteriza a mãe que cuida, protege e zela por seu filho, como mãe ideal, enquanto que a que ignora, pune e trata com desmazelo, como mãe negligente.

E é justamente neste ponto que pode morar o grande equívoco da formação do sujeito. O equilíbrio dos dois extremos de mãe é o que traz maior probabilidade de uma criança emocionalmente saudável e futuramente um adulto bem resolvido. Esta afirmação não é sinônima de “menor entrega”, “amar de menos” ou terceirizar a educação dos filhos para as escolas. Ao contrário disto, é trazer pra si a responsabilidade de uma forma consciente e altruísta.

A palavra altruísta surge agora não por acaso, mas fundamentalmente para evidenciar que um filho não deve ser o objeto da projeção das frustrações, rancores ou recalques dos pais. É muito difícil separar o que na verdade são necessidades da mãe, das necessidades do filho, das compensações que seriam interessantes à mãe, do que são ao filho, etc.


O efeito over protection mostra uma relação mãe e filho em desequilíbrio, pois coloca não as necessidades da criança em primeiro lugar, mas sim as da mãe. E é certo que: o que falta ou faltou para a mãe não necessariamente é essencial ao filho. O padrão de referência básico da mãe, pode e deve ser sempre acessado, por exemplo: “... cantigas de ninar me davam prazer, logo, as praticarei com meu filho...”. Isto é saudável, e se ele se mostrar irritado, não insistirá, ponto. Mais se: “... na infância, minha mãe foi ausente e sofri privações...”, se isto resultar em: “... meu filho terá tudo o que desejar, e eu estarei sempre ao seu lado...”. Isto pode não ser saudável, se para ter “tudo” o que deseja são necessários sacrifícios incondicionais por parte dos pais, se “estar sempre ao seu lado” resulta em privá-lo de suas próprias conquistas sozinho.


O exemplo acima, não desvirtua, e classifica a mãe zelosa como má ou a negligente como boa, muito pelo contrário, isenta ambas de qualquer rótulo e evidencia o quanto a maternidade é complexa (aqui entende-se também paternidade), o quanto os bastidores da criação de um filho são muito mais ocultos do que se imagina. E que buscar o equilíbrio é aparentemente o mais sensato a se fazer, bem como buscar enxergar o próprio filho como um ser futuramente independente, e entender que a dependência de sobrevivência é apenas momentânea, porque isto permitirá fortalece-lo, através do amor, para viver no mundo, e não sob as “asas” maternas.


Este texto é recheado de termos como: probabilidade, pode ser, aparentemente, entre outros, e isto facilmente se explica, porque ser mãe ou criar um filho é a tarefa, inexpugnavelmente, mais difícil e incerta que há e da forma mais ambígua possível, por ser a mais prazerosa. Alguns parágrafos também são ousados e talvez até cruéis, mesmo sem terem a pretensão de ser. O grande e verdadeiro objetivo é compartilhar a idéia que: se dispor a colocar um filho no mundo, seja geneticamente ou adota-lo pra si, o que dá no mesmo, é acima de tudo um ato de amor e coragem.

Breve resumo




Depressão ou estados depressivos: no decorrer de uma vida, do nascimento à fase adulta, todos passam, em determinado momento ou circunstância, por algum tipo de estado depressivo, com maior ou menor intensidade. A maioria supera sem ajuda profissional, outros necessitam de acompanhamento terapêutico.

A Melancolia e a Angústia, costumam ter uma causa real para surgirem, no entanto, não é difícil identificar que mesmo com a causa superada, os sentimentos insistem em permanecer, para estes casos, é indicado uma avaliação terapêutica.

A Ansiedade e o Stress são, principalmente, implicações pertinentes ao nosso século, à rotina que nos vemos envolvidos, às atribulações do dia-a-dia, à nossa noção de tempo e espaço que mudou em descompasso com o nosso ritmo.

O Pânico é uma enfermidade, ultimamente de maior incidência, quase sempre pelos mesmos fatores do parágrafo anterior; ou por evento pós traumático; ou por pré-disposição ao seu desenvolvimento, atrelado a outras questões emocionais.

O Luto talvez por ser tão óbvio e irrevogável, não estamos preparados para ele.

Há uma tendência da sociedade em tratar de forma simplista as razões dos transtornos alimentares, talvez, por isto, se torne tão penoso para quem sofre.

A terapia de casal visa identificar e tratar as razões que levaram a desarmonia do relacionamento. Já a terapia de grupo visa oferecer apoio analítico aos participantes que têm em comum as mesmas questões.

Desenvolvimento Humano Emocional: é investir seu tempo e dinheiro, exclusivamente em seu benefício próprio.

Verdades e Mentiras sobre Psicanálise


O que é Psicanálise?
A Psicanálise é uma ciência que se propõe a estudar o inconsciente do sujeito e seu funcionamento psíquico.
O benefício do auto conhecimento é buscar potencializar suas capacidades e defesas, bem como apaziguar traumas e tratar efeitos psicossomáticos.
Conhecer as influências que serviram de base para a constituição da personalidade, significa maior controle e equilíbrio emocional, e consequentemente, poder usufruir dos benefícios desta condição.

Verdades:
- a Psicanálise não prescreve medicação;

- o sucesso de um tratamento depende, em sua maior parte, do empenho do analisando.

Mentiras e Tabus:

- “Quem busca tratamento psicanalítico possui desequilíbrio mental”;
- “O Psicanalista é conselheiro emocional”;
- “Trata-se de um tratamento caro, disponível apenas para alto poder aquisitivo”.

A Psicanálise corresponde a um investimento em si mesmo, onde o único maior beneficiado é o próprio sujeito.