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Os textos não têm a pretenção de orientar, mas sim de poder oferecer uma alternativa de interpretação.
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Abraço,

Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista –
SJCampos

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quarta-feira, 14 de maio de 2008

ESTADOS DEPRESSIVOS


Estados depressivos não é o mesmo que depressão. São momentos em que os sentimentos de melancolia, angústia, tédio, pessimismo, desalento, entre outros, predominam no estado de humor do sujeito. Momentos estes, que podem ter a extensão de algumas horas do dia, alguns dias da semana ou pouco mais.



É uma condição totalmente consciente, sabe-se que deve melhorar e sabe-se até o que deve fazer para isto, mas o sujeito opta por não fazê-lo. É como se este fosse um direito preservado, talvez se fosse possível ouvir a voz do Ego, ele poderia estar dizendo:



- “Quero ver se vocês me amam de verdade, mesmo estando tão avesso!”



- “Desejo devolver ao mundo todo sentimento de desesperança e indiferença que ele me expôs ultimamente!”



- “Isto vai passar assim que eu quiser, mas antes vocês todos devem saber que eu também sou fragilmente humano.”



- “Pois veja, Universo, o que fizeste comigo, regozija-se com o meu tormento, tanto investisse que conseguiste! Estou entregue!”



Bem, algumas destas exclamações certamente retratam ou passam perto de definir, as razões que levam a pessoa a se entregar ao seu estado melancólico (considere aqui a condição involuntária produzida pelo inconsciente).



E também há, claro, os casos clássicos de histeria induzida, em que se comportar ou evidenciar suas emoções de tristeza e solidão, servem como ferramenta para atingir algum objetivo específico e previamente determinado, ou seja, os mecanismos de sensibilização. E isto pode ocorrer consciente ou até mesmo inconscientemente. Mas aí já entra em outra esfera de abordagem: como meio de castigo contra o outro, sedução por piedade, enfim, chantagens emocionais diversas, um enfoque diferente deste.



Este é um estado de espírito em que se deseja ter seus sentimentos ruins legitimados, como se este fosse um direito de todo ser humano que num dado momento, à sua escolha, pode ser exercido.



O objetivo principal aqui, é poder compreender que este conjunto de emoções, que resultam numa variação de humor, pode ser saudável e legítimo sim, guardadas as devidas proporções e salvos alguns esclarecimentos:



- ninguém tem o fardo da obrigação de sentir-se bem o tempo todo, mantendo seu estado de espírito de alegria como algo permanente e inabalável, momentos de baixo entusiasmo existirão e devem ser acolhidos com sensatez;

- fazer um auto-mapeamento de seus sentimentos para entender sua dimensão e suas razões é importantíssimo para viabilizar a melhora do estado de ânimo, e também sugere ao indivíduo momentos de reflexões sobre si mesmo;
- o ser humano tem uma tendência natural de estar sempre testando a si mesmo e aos outros, experimentando e provocando reações, e isto tende a se intensificar nestes momentos, portanto, é preciso tomar muito cuidado para não exagerar na dose e romper com todos a sua volta, e quando quiser regressar do fundo do posso não encontrará ninguém para dar-lhe as boas vindas. Assim como é direito seu sentir-se melancólico, é direito dos outros não tolerar os exageros.
- o estado depressivo dura uma fase, um momento, alguns dias, mas não se estende a ponto de nem mais se lembrar a razão que o levou a ele. Sua principal característica é a pessoa sentir que tem o controle de sua condição e a administração de quanto ela deve durar.


É possível fazer uma analogia deste estado de humor a um processo de desintoxicação física, seria como expurgar seus males emocionais. É claro que existem maneiras mais sutis e menos dolorosas de se fazer isto, mas ninguém escapa vez ou outra de um mau humor como válvula de escape. O importante é não dar a estes momentos uma dimensão que não existe.

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