BEM VINDO!

Este é um espaço criado para que possamos trocar informações sobre:

- Psicanálise;
- Comportamento Humano;
- Patologias Psicoemocionais;
- Sentimentos: que constroem e que destroem;
- Relacionamentos;
enfim, toda abordagem que puder levar informação sobre melhor qualidade de vida
emcional.

Os textos não têm a pretenção de orientar, mas sim de poder oferecer uma alternativa de interpretação.
Sinta-se a vontade para opinar, contestar e discutir. Aqui, o que você pensa, será bem vindo!

Abraço,

Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista –
SJCampos

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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Verdades e Mentiras sobre Psicanálise


O que é Psicanálise?
A Psicanálise é uma ciência que se propõe a estudar o inconsciente do sujeito e seu funcionamento psíquico.
O benefício do auto conhecimento é buscar potencializar suas capacidades e defesas, bem como apaziguar traumas e tratar efeitos psicossomáticos.
Conhecer as influências que serviram de base para a constituição da personalidade, significa maior controle e equilíbrio emocional, e consequentemente, poder usufruir dos benefícios desta condição.

Verdades:
- a Psicanálise não prescreve medicação;

- o sucesso de um tratamento depende, em sua maior parte, do empenho do analisando.

Mentiras e Tabus:

- “Quem busca tratamento psicanalítico possui desequilíbrio mental”;
- “O Psicanalista é conselheiro emocional”;
- “Trata-se de um tratamento caro, disponível apenas para alto poder aquisitivo”.

A Psicanálise corresponde a um investimento em si mesmo, onde o único maior beneficiado é o próprio sujeito.

2 comentários:

suzana disse...

O mais maravilhoso da psicanálise é proporcionado pela permissão da fala, pela liberaçao dos conflitos internos do paciente no momento que é ouvido pelo analista. Mas nao apenas ouvido, é muito mais profundo do que apenas ouvir, é sentir, é entender com uma profunda vontade de compreender e ajudar o outro. Ouvir... é o segredo. Eu sou psicanalista e OUÇO os meus pacientes. Ouço com o ouvido, com a mente e com o coraçao.

Psicanalista/ Psicoterapeuta disse...

Primeiramente, bem vinda ao blog Suzana!
É muito bom saber o que os colegas de profissão pensam, é um privilégio receber seu comentário. Obrigada por ocupar seu tempo, me escrevendo.
Bem, vamos prosear então: a forma que cada um tem de se relacionar com a Psicanálise é muito particular e relativa, assim como o método de atuação desenvolvido no consultório. E o que dita esta relatividade não é só a linha que cada um adotou, seja Freudiana, Lacaniana, Jungiana, entre outras, mas principalmente a contribuição que cada profissional está disposto a fazer junto ao seu trabalho.
Se, você Suzana, me autoriza, gostaria de pegar o gancho do seu comentário, muito bem posto a propósito, e discorrer sobre ele.
“Ouvir” é a ponta do iceberg, as elaborações não consistem em presentes ofertados ao analisando, vindos do analista, são construções e conquistas arduamente alcançadas pelo próprio analisando.
Não vejo a Psicanálise como uma missão ou um ato de caridade (ajuda) junto ao próximo, é a minha profissão e sou paga por ela. As pessoas que vem ao meu consultório esperam de mim, que o meu “coração” aguarde para quando elas tiverem alta analítica e então possamos virar amigas. Mas até lá, minha escuta analítica (ouvidos, como você chama), está toda direcionada ao meu conhecimento técnico, voltado para construção de um padrão de comportamento e perfil de personalidade, para com isso ser capaz de oferecer novas possibilidades de interpretação ao indivíduo, ampliar seus horizontes, dar a ele opção de escolha comportamental. No entanto, no meu caso, nessa primeira década de clínica, só consigo fazer isso através da minha imparcialidade profissional.
Amigos ouvem com coração, parentes ouvem com sentimento, Psicanalistas ouvem com técnica e concentração. O que não significa que eu não me compadeça mediante aos conflitos e sofrimento dos analisandos, mas definitivamente não é isso que direciona minha escuta analítica.
Aliás, estamos falando tanto em ouvir e ouvir, que eu já ia me esquecendo de compartilhar que eu também falo e em algumas sessões, confesso que eu falo muito. Acredito que em alguns casos, oferecer conhecimento e informação ajuda mais do que ouvir, só é preciso reconhecer o momento certo pra isso.
Psicanalista não é amigo, é profissional, nossa principal ferramenta de trabalho não são ouvidos ou o coração é escuta analítica e divã.