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enfim, toda abordagem que puder levar informação sobre melhor qualidade de vida
emcional.

Os textos não têm a pretenção de orientar, mas sim de poder oferecer uma alternativa de interpretação.
Sinta-se a vontade para opinar, contestar e discutir. Aqui, o que você pensa, será bem vindo!

Abraço,

Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista –
SJCampos

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

SÍNDROME DO PÂNICO






Eu tenho uma definição bastante objetiva para definir esta patologia, que quem sofreu ou sofre da síndrome pode compreender rapidamente: “o pânico é o medo do medo natural da vida”, ou seja, viver é perigoso e quem desenvolveu a síndrome por alguma razão foi provocado a pensar nisto.

Estar sozinho é perigoso, mas estar no meio de muitos também é; sair às ruas é perigoso, mas ficar dentro de casa também é; comer peixe é perigoso, mas pão também é; e assim podemos enumerar centenas de atitudes e atividades de “risco”.


Estamos expostos ao “perigo de estar vivo” a partir do momento em que nascemos, e desde então, corremos o risco da morte, já que pra isto basta estar vivo. De tão elementar, seja a ser banal esta afirmação, mas é assim que funciona a instalação da síndrome: medo, medo e medo, muito mais inexplicável do que explicável.


A sensação de ameaça iminente, vinda de não se sabe onde, mas que paralisa, toma conta, impede.


O desencadeamento da patologia pode ter origens diversas: no passado, no presente, num trauma, num recalque, numa projeção, não há um padrão, cada pessoa terá seu histórico e com ele sua razão. O importante a saber, é que independente da origem, ela provoca uma falha no sistema neurotransmissor cerebral, que por sua vez será responsável pela manifestação dos sintomas: pensamentos aterrorizantes, sensação de perigo, taquicardia, medo de ficar só, sufocação, etc. E, portanto, muitas vezes, é necessário não só um acompanhamento terapêutico, mas também a administração medicamentosa, que auxiliará na inibição dos sintomas, enquanto paralelamente, a causa é tratada. Aqui, vale lembrar, que prescrição de remédios deve ser, impreterivelmente, feita por médicos; psicólogos e psicanalistas não possuem autorização para isto.


Através da clínica, foi possível identificar que o pior da síndrome não está nos sintomas, mas sim no sentimento de solidão de quem é acometido por ela. Nem sempre é possível, para quem sofre, explicar a dimensão do problema, bem como, nem sempre é possível à família, compreender.


O pânico não se explica sozinho, e quando há uma justificativa, do tipo pós traumático, fica ainda pior, porque as pessoas acreditam que com a causa esclarecida, os sintomas devem se auto dissiparem naturalmente, mas não é assim que funciona.


Há registros da Síndrome do Pânico desde a Idade Média, no entanto, não era classificado como uma doença e nem tratado como tal. O padecimento das pessoas obrigatoriamente tinha que ser oculto, para se protegerem de um julgamento injusto e um tratamento incorreto.


Hoje as pessoas que sofrem deste problema podem e devem procurar ajuda, mesmo através da rede pública, não é mais necessário sofrer no anonimato e sentir sua vida escoar dia após dia, sem poder usufruir dela.