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emcional.

Os textos não têm a pretenção de orientar, mas sim de poder oferecer uma alternativa de interpretação.
Sinta-se a vontade para opinar, contestar e discutir. Aqui, o que você pensa, será bem vindo!

Abraço,

Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista –
SJCampos

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quarta-feira, 11 de março de 2009

RESPONSABILIDADES E CONSEQÜÊNCIAS NA QUESTÃO DO ABORTO


É antigo o meu desejo de escrever sobre este tema, mas não havia ainda descoberto uma maneira de fazê-lo com a imparcialidade moral que o assunto exige.

Eu vejo certo “perigo oculto”, que ronda as especulações sobre o aborto, uma ameaça de ordem social, a mesma que gira em torno do assunto da violência no país, principalmente cometida por menor infrator, versus o código penal obsoleto.


O foco que quero dar é para o comportamento analítico e a influência sociológica como conseqüência. Se estiver prolixo, eu explico: a nossa organização psíquica, obedece a certas “regrinhas” desde que nascemos e começamos a receber informações e influências, entre elas, as crenças e condutas morais, o que posteriormente determinará a nossa inclusão no meio social saudável, ou seja: aprender a não roubar, não matar, não mentir, etc., e para que este aprendizado seja eficaz, é necessário que saibamos que há penalidade para cada ato, ou seja, aprender a lidar com a responsabilidade das conseqüências é imprescindível para a formação do caráter do sujeito.


No caso do menor infrator, parece-me que o código penal não corresponde a reeducação comportamental, logo, não ensina a lidar com conseqüências, o que faz destes adolescentes, delinqüentes cada vez mais reincidentes. O mesmo pode ocorrer com a questão do aborto como método contraceptivo.


É simples de compreender a analogia: a “conseqüência” de nascer sob o sexo feminino, é de poder gerar uma vida, para algumas isto é uma dádiva e para outras um fardo. Tudo dependerá da responsabilidade com a conseqüência, de cada uma.


Não quero, e nem posso entrar no mérito, de ir em defesa ou contra a questão do aborto, só chamo a atenção para a armadilha de brincar de ser “Deus”. Os governantes de alto escalão são um bom exemplo desta tentação, presenciamos abusos o tempo todo, porque não se consideram suscetíveis a conseqüência da penalidade. O menor infrator também não. A interrupção de uma gestação, por mera inconseqüência (método contraceptivo), também não.


A constituição psíquica do sujeito precisa de limites, precisa se desenvolver amparada por padrões coletivos, que garantirão o seu bem estar social, e abrir mão destes conceitos ou recusar as responsabilidades implícitas nisto, é acreditar que é possível ficar apenas com o lado bom das coisas e ignorar os compromissos que vêm no mesmo pacote.


Responsabilidade e Conseqüência são palavras de “ordem” que precisamos para nos orientar dentro de uma formação psíquica saudável.