BEM VINDO!

Este é um espaço criado para que possamos trocar informações sobre:

- Psicanálise;
- Comportamento Humano;
- Patologias Psicoemocionais;
- Sentimentos: que constroem e que destroem;
- Relacionamentos;
enfim, toda abordagem que puder levar informação sobre melhor qualidade de vida
emcional.

Os textos não têm a pretenção de orientar, mas sim de poder oferecer uma alternativa de interpretação.
Sinta-se a vontade para opinar, contestar e discutir. Aqui, o que você pensa, será bem vindo!

Abraço,

Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista –
SJCampos

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

SÍNDROME DE BURNOUT


Demorei a formalizar meus agradecimentos, mas faço-o agora: ao Sérgio Nigro da Rádio Piratininga de São José dos Campos, o meu muito obrigado! Por ter me recebido tão bem em seu programa e por seu convite tão oportuno. Espero que tenhamos novas oportunidades de discutirmos temas sobre saúde mental.

Entre algumas abordagens que discutimos neste dia da entrevista, acho que a mais interessante foi a “Síndrome de Burnout”. Poucas pessoas já ouviram falar e certamente muita gente já foi acometida por ela.

Burnout é um termo inventado que vem do inglês (to burn out), que significa queimar por completo, até o final, trata-se de um esgotamento físico e mental originários predominantemente do cenário profissional. Foi estudado originalmente por um psicanalista nova-iorquino chamado Herbert Freudenberg, na década de 70.

O diagnóstico é difícil porque os sintomas, que podem se apresentar de mais de 130 maneiras diferentes, se confundem com os de depressão, estafa, estresse, etc. E na verdade todos estes diagnósticos apresentam um conjunto de sintomas parecidos, no entanto, com causas de origem distintas.

Os sintomas mais comuns são: desejo de reclusão, sentimento de incapacidade, fadiga, ausência ou aumento de apetite, insônia ou hipersonia, entre outros.

Os candidatos em potencial para sofrer desta síndrome, são claro, os workaholics  (pessoas viciadas em trabalho).

As razões que levam uma pessoa a ser classificada como um workaholic não obedecem necessariamente um padrão, são razões diferentes que vai de uma pessoa para outra.

Vejamos algumas:
- ambição: dinheiro, status, subir na vida, projeção financeira;
- baixa auto estima: é necessário provar para si mesmo e para os outros do que e do quanto se é capaz. Não basta ser bom, é preciso ser o melhor!
- fuga: às vezes as questões que residem nos outros setores, como família, relacionamento, filhos, sexualidade, são tão complexas, que é mais fácil se esconder atrás de uma avalanche de trabalho, assim legitimamente não sobra tempo para mais nada;
- hereditariedade e hierarquia: heranças que mais parecem castigos. A família deixa um legado e uma marca e os herdeiros devem fazer jus a isto, ou seja, se o pai trabalhou até a morte, o filho deve fazer o mesmo para honrá-lo e superá-lo.

Enfim, são inúmeras e nem sempre evidentes, as razões, que levam um indivíduo a priorizar o trabalho em sua vida, acima até mesmo de seu próprio bem estar. No entanto, isto não passará despercebido pelo seu organismo, que num dado momento lhe apresentará a conta.

Deixando o grupo dos workaholics um pouco de lado, também teremos outros grupos que sofrerão com os mesmos sintomas. Quando o ambiente de trabalho torna-se hostil, difícil ou competitivo demais, ele passa a exigir do sujeito muito mais energia psíquica do que normalmente exigiria, e se este contexto se prolonga por muito tempo também haverá conseqüências.

O cérebro responde fielmente aos estímulos que recebe, ancestralmente ele foi programado para reagir em defesa do corpo, sempre. Portanto, se ele recebe uma mensagem de risco, vai preparar todo o organismo pra isto: aceleração cardíaca, aumento da adrenalina e da habilidade motriz, entre outros gatilhos.

No entanto, todo este movimento interno é para ser acionado eventualmente, mas se enviamos a mensagem de risco várias vezes por dia ao cérebro e ele promove toda esta maratona orgânica o tempo todo, uma hora vai dar pane, haverão conseqüências por “overdose de adrenalina”.

Enfim, o cenário profissional não pode representar uma montanha russa emocional, nem tão quanto simbolizar um sacrifício permanente.E para quem já está sofrendo da Síndrome o caminho é tratar os sintomas os mais rápido possível e reverter a origem da causa, ou seja, se o trabalho não puder representar um prazer, também não poderá ser um fardo.

2 comentários:

Jeter Eugenio disse...

Sua postagem é importante, do ponto de vista da qualidade de vida laboral...
Continue seu trabalho com força e coragem.

Psicanalista/ Psicoterapeuta disse...

Muito obrigada pela sua consideração! Confesso que às vezes a exposição é desencorajante, mas o meu objetivo quando criei o blog era de fomentar e difundir mais as questões psicoemocionais. Levar informação e inspirar qualidade de vida psíquica. E com seu comentário vejo que continua valendo a pena tentar!
Obrigada!