BEM VINDO!

Este é um espaço criado para que possamos trocar informações sobre:

- Psicanálise;
- Comportamento Humano;
- Patologias Psicoemocionais;
- Sentimentos: que constroem e que destroem;
- Relacionamentos;
enfim, toda abordagem que puder levar informação sobre melhor qualidade de vida
emcional.

Os textos não têm a pretenção de orientar, mas sim de poder oferecer uma alternativa de interpretação.
Sinta-se a vontade para opinar, contestar e discutir. Aqui, o que você pensa, será bem vindo!

Abraço,

Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista –
SJCampos

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

DEPRESSÃO

Acredito cada vez mais que esta sim é a doença do século. Ela chega sorrateira, vai se instalando devagarzinho, sem muito alarde e segue ganhando espaço cada vez mais, até por fim ter se apropriado do ânimo, do humor, da força, da alegria e de tudo mais.

Um dia é só uma preguiça de seguir a rotina, outro dia é vontade de ficar só, no dia seguinte um desejo de dormir sem pressa pra acordar, de preferência num quarto bem escurinho, e chega a vez da intolerância, da angústia sem fim, de como se tudo por dentro estivesse oco: de sentimentos, de entusiasmo, de vida.

Aí se tenta compreender de onde vem tanta tristeza, às vezes tem resposta: num drama, num passado, mas saber disto também não traz alívio algum. E na maioria das vezes, se quer razão de ser, tem.

E as pessoas não compreendem, a família pede reação de ânimo, parece que todo o mundo ao redor subestima a gravidade do abismo emocional que se formou, que para quem sofre parece a cada dia que passa, mais e mais intransponível.

Pois é, um quadro de depressão de moderado para grave, se parece bem com este cenário, junto com um sentimento de desesperança, uma falta de perspectiva de dias melhores, que é impressionante como é forte.

Contudo, para quem sofre, o importante é não perder de vista que se trata de uma doença, que não só tem tratamento, como também pode ter cura. Toda doença psicoemocional é de ordem abstrata, ou seja, não é como uma ferida aberta que pode ser vista a olho nu, portanto, pode ser confundida com ilusão, fantasia, melodrama, encenação, exagero, entre outras.

Apesar do quanto tem se falado e veiculado na mídia este assunto, ainda há muita falta de informação sobre depressão, distorção, sarcasmo, tabu.

E por falar em tabu, o primeiro que aparece é sobre procurar um médico psiquiatra. Aqui, pronto! Já se imagina saindo do consultório envolto a uma camisa de força, ou então, medicado com remédios que o fará prisioneiro para sempre e lhe promoverá um estado de alienação psíquica. Tabu, mito!

Poderão sim, ser administrados antidepressivos, que terão a função de lhe proporcionar “fôlego emocional”, inibir os sintomas, enquanto se ganha tempo para identificar e tratar a causa.

O que tem de verdade dentro deste mito, é que as pessoas se “encantam” com os efeitos dos remédios e acreditam que: estão completamente curadas e logo interrompem o tratamento ou então se acomodam ao seu uso e acreditam que poderão fazer uso deles para sempre, sem efeito colateral. Mito!

Alguns casos, de fato, se tornarão dependentes da medicação porque o organismo não é mais capaz de reagir sozinho, ou algumas patologias requerem, para seu controle, o uso contínuo dos remédios. O que não pode é quem ainda tem a autonomia de restabelecimento pegar carona nestes casos, só porque é mais fácil e rápido.

A depressão é como estar preso num filme de terror, mas na realidade, ela tem salvação!