BEM VINDO!

Este é um espaço criado para que possamos trocar informações sobre:

- Psicanálise;
- Comportamento Humano;
- Patologias Psicoemocionais;
- Sentimentos: que constroem e que destroem;
- Relacionamentos;
enfim, toda abordagem que puder levar informação sobre melhor qualidade de vida
emcional.

Os textos não têm a pretenção de orientar, mas sim de poder oferecer uma alternativa de interpretação.
Sinta-se a vontade para opinar, contestar e discutir. Aqui, o que você pensa, será bem vindo!

Abraço,

Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista –
SJCampos

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

TRANSCRIÇÃO ENTREVISTA: "INSEGURANÇA"

1º BLOCO
O QUE É A INSEGURANÇA?
A insegurança é a falta de certeza, a ausência da conduta certeira, instabilidade em decidir e conduzir questões e reações; pode se dividir em razões de fundo emocional e em razões de ordem real.

No primeiro caso, normalmente está vinculado a “âncora” que cada um estabelece para se sentir em defesa/ protegido. É complexo para explicar com exemplo, mas a segurança de cada um deve vir de dentro para fora e não o contrário, a fonte deve estar em você e não em outra pessoa, ou em outro fator (como dinheiro por exemplo).

Outra determinante é a baixa autoestima, a pessoa que se auto avalia insuficiente ou inadequada diante do mundo, consequentemente sofrerá de insegurança.

Mais um exemplo interessante é observarmos um perfil de comportamento tirano e opressivo, que na verdade esconde uma profunda insegurança, que precisa deter o controle absoluto porque só assim se sentirá seguro. Tem aos montes por aí..., aposto que já lembrou de alguém não é?

NO MOMENTO PRESENTE, TODOS NÓS ESTAMOS “SEGURANDO” MUITAS COISAS E POR ISSO NOS TORNAMOS INSEGUROS?
Perguntinha complexa essa... mas vamos lá: acho que cada vez mais as pessoas estão se vestindo de estereótipos e personagens que atendam a demanda do momento, que agrade e gere maior índice de aceitação, no entanto, nos perdemos entre os papéis, muitas vezes substituindo a própria essência para assumir um roteiro padrão social, o que num dado momento contribuirá para um quadro instável de emoções e comportamentos.

NOSSA INSEGURANÇA É NOSSO APEGO?
Vamos ver se entendi: a natureza humana foi se transformando e se tornando cada vez mais a espécie dos vínculos e das relações de dependência, de todo tipo: emocional, financeira, egocêntrica, afetiva, etc, portanto, tantos apegos, certamente nos transformam em cativos também.

A INSEGURANÇA PODE SER O DESEJO POSSESSIVO DIANTE DA VIDA?
Certamente, conforme comentei na resposta da primeira pergunta.

2º BLOCO:

PESSOAS CIUMENTAS SÃO MAIS INSEGURAS?
A relação entre ciúmes e insegurança é grande, tanto quanto a baixa autoestima, ambas podem resultar em ciúmes.

QUANTO MAIS APEGADOS SOMOS, MAIS MEDO DE PERDER ALGUMA COISA NO FUTURO?
Depende: se o apego é tal que nos remete ao medo da perda, sim. Mas uma relação de apego consciente não precisa ser necessariamente nociva.

NOSSO GRANDE E ILUSÓRIO SONHO É ADIVINHAR E CONTROLAR O AMANHÃ?
Talvez seja. Tem muita gente remoendo passado ou preocupado com o futuro, enquanto o presente está a deriva. Eis o grande equívoco dos ressentidos e dos inseguros.

INSEGURANÇA TEM A VER COM ANSIEDADE? É UM PROBLEMA QUE P0ODE LEVAR A DEPRESSÃO?
Sim para ambas perguntas. Na classificação das psicopatologias quase tudo nasce como “transtorno de ansiedade...” de alguma coisa. Atualmente vivemos ansiosos, na eminência de algo que nem sabemos o que possa ser, isto é a contramão do equilíbrio emocional. E sobre a depressão, é mais fácil mencionar o que não causa depressão do que a causa, com o ritmo e modelo de vida que estamos levando, nos tornamos suscetíveis a ela.

3º BLOCO:

EXISTE UMA ÁREA ONDE A INSEGURANÇA É MAIOR? NOS RELACIONAMENTOS POR EXEMPLO?
Sim, eu acredito nisso. E em seguida vem o setor financeiro.

INSEGURÂNCIA É CARÊNCIA? PODEMOS COMPENSAR A INSEGURANÇA EM OUTRAS ÁREAS DE NOSSAS VIDAS?
Eu não diria que insegurança é necessariamente carência, pode ser inclusive isso, no entanto, há outros fatores, a carência está vinculada a baixa autoestima, solidão, neurose obsessiva, e por aí vai. Quanto a segunda pergunta, isso normalmente acontece, se algum setor da vida não nos favorece com a segurança, sentimos necessidade de compensá-la em outro setor.

4º BLOCO:

MAIS DIFÍCIL DO QUE APRENDER A CONVIVER COM A SOLIDÃO, É DESCOBRIR COMO LIDAR COM A INSEGURANÇA DENTRO DE UM RELACIONAMENTO?
Se não aprendemos a lidar com a própria insegurança, tendemos a transferir ao outro esta responsabilidade, ou ainda pior, o relacionamento pode virar um castigo, pura neurose.

EXISTEM VÁRIAS SITUAÇÕES NAS QUAIS A PESSOA SE SENTE EXTREMAMENTE INSEGURANÇA, POR EXEMPLO, QUANDO UMA GAROTA ROMPE UM RELACIONAMENTO?
Não vou me apegar ao exemplo, mas vou buscar responder a pergunta. É claro que nos sentimos mais inseguros dependendo da circunstância, é utópica a idéia de segurança absoluta o tempo todo, seria até chato. A questão é como administrar e superar a condição que nos promove a insegurança.

terça-feira, 14 de junho de 2011

PARA QUE SERVE O DIVÃ?


Antes de explicar a função do divã como ferramenta psicanalítica, é necessário explicar, mesmo que seja redundante, o papel do analista.

O terapeuta no melhor do seu ideal, não opina, não defende, não moraliza e sobretudo, não julga. Ele ocupa o papel de veículo, se limita apenas a ser o condutor de emoções e elaborações, empresta a sua figura para a transição de material psíquico e a promoção da “transferência” em Psicanálise.

Ele escuta, questiona, investiga e fomenta, tudo o que for necessário para permitir fluidez as emoções e as questões psicossomáticas. Às vezes ele é odiado, amado, confundido, “confiado e desconfiado”, mas isso tudo é apenas o seu papel.

Não é permitido ao bom analista nenhum tipo de envolvimento emocional no setting analítico, nem piedade, ira, amor ou comoção, mas é essencial responsabilidade, compromisso e fidelidade. Tudo isso é muito complexo porque o analisando busca, seduz e disputa mesmo que inconscientemente a atenção e o envolvimento do analista.

Enfim, o divã. Primeiro a razão do seu posicionamento, que fica fora do ângulo da poltrona, ou seja, o analista que fica na poltrona não estará de frente para o analisando no divã e vice-versa. Isto é de propósito e é justamente para viabilizar a transferência, para as emoções do analisando saírem direcionadas ao seu interlocutor (emocional) de origem e não para o analista. Este é o momento mais produtivo e esperado na análise, mas é também a parte mais crítica e delicada do tratamento. O divã é só uma ferramenta da Psicanálise e o seu uso não é condição única de tratamento.

Outra questão que aparece sempre: quanto tempo durará o tratamento? Resposta: sem resposta. Não tem como prevrer o desenrolar de uma terapia, principalmente porque não depende do terapeuta, mas de como o analisando irá responder aos estímulos da análise.
O sucesso de uma terapia é medido conforme as razões principais e iniciais que levaram o sujeito ao consultório. É certo que outras questões surgirão, mas na medida que as iniciais forem sendo sanadas conseguimos avaliar o bom andamento do tratamento.

Outro tabu: perguntam se o fato de identificarem a necessidade de tratamento terapêutico significa que a pessoa está “doente” ou “tem algum problema”. Pára... né! Não significa uma coisa e nem outra. Significa apenas que a pessoa resolveu investir seu tempo e seus esforços para compreender de forma mais profunda “a quantas” andam suas opções de vida e a formação de sua personalidade, como se constituíram seus mecanismos de defesa, sobrevivência, etc.

Enfim, existem várias questões mais a serem respondidas, cada um terá a sua dúvida em particular, o importante a saber é que visitar um terapeuta não é o seu fim do mundo, pode ser o começo dele.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

TRANSTORNO COMPULSIVO POR COMPRAS (CONSUMISMO)


(ENTREVISTA NO PROGRAMA SABOR DE VIDA - DIA 14/02/2011 - TV APARECIDA)


Quando nos referimos ao consumismo da ordem patológica, trata-se da compulsão por compras, por adquirir produtos, bens, serviços ou qualquer coisa que represente a autonomia do consumo.

Por que uma pessoa desenvolve a necessidade da compulsão por comprar?

A resposta é ampla, mas não é difícil. Um dos eventos que leva ao consumismo é o mesmo que leva ao transtorno (por excesso) alimentar, ou seja, a ausência de prazer ou baixa auto estima. “Presentear-se” é algo que oferece prazer e aumenta, mesmo que ilusoriamente a auto estima.

Outro evento, é a necessidade do exercício do poder, e comprar é poder. Entrar num ambiente de comércio, escolher, pagar e levar, é não só experimentar o poder como a liberdade também, mesmo que de uma forma equivocada e momentânea.

E o terceiro evento, mas não menos importante, é a armadilha das “promoções/ liquidações”. A incrível sensação de estar (ilusória, ilusória e mega ilusória) “se dando bem”, de “ter tirado a sorte grande por encontrar produtos tão providenciais por uma bagatela de dinheiro”. Passa a não importar se o produto é necessário naquele momento, “um dia ele será”; se a roupa é o tamanho correto ou não, a costureira ajusta tudo, mesmo que o custo do conserto saia maior do que o da compra; se o sapato é um número maior, não tem problema, põe um algodão na ponta; e assim vai, tudo justifica a aquisição naquele momento, afinal, trata-se de uma oportunidade imperdível. É assim que o consumista encara uma liquidação.

Mas, depois de uma maratona de compras em incontáveis lojas em liquidações, como explicar tudo em casa, sem sofrer retaliações da família? Nada que o porta-malas do carro não resolva e aos poucos vai se fazendo a transição entre carro e guarda-roupa, aos poucos, em surdina, sem muito alarde. Ou então a casa da amiga que serve de guarda volumes.

Agora não há tema mais atual que as tais compras coletivas pela internet. Uau! Que armadilha perfeita para o consumista cair. Seguindo as mesmas premissas que acabei de explicar, e a sensação de grande oportunidade, compra-se o que sequer tem noção do que seja ao certo, às vezes o cupom de desconto da compra nem mesmo chega a ser emitido, ou seja, o desejo era a execução da compra, não necessariamente usufruir dela. Parece absurdo não é? Mais não é absurdo, é doença, que precisa de tolerância e tratamento.

Também não é incomum encontrar o consumismo impulsionado por recalque, a famigerada inveja. A danada comparação com o vizinho do carro novo, com a amiga elegante, com os amiguinhos dos filhos que usam tal grife, e por aí a fora...

Vai dizer que não conhece absolutamente ninguém com estes sintomas? Pense bem.
Se conhecer, não julgue, não proíba, não coíba, não ridicularize porque nada disso resolve, mas a tolerância e a conscientização que isto representa uma fragilidade psicoemocional, que requer tratamento e tem cura, isto sim pode ajudar.

Se você se encaixa nos sintomas e ainda assim se recusa a procurar ajuda, a cada compulsão, se questione: “o quanto isso é essencial para minha vida neste momento, posso sobreviver sem esta compra por alguns dias, semanas ou meses”? E antes que você mesma se sabote afirmando que jamais encontrará outra oportunidade igual a essa, eu já adianto que encontrará sim, e até melhores; ou então, antes que pense que se você vetar todas as compras corre o risco de passar a andar mal vestida ou fora da moda, se a sua aparência é importante para você, então este risco você não corre, use a sua imaginação ao invés do cartão de crédito, pode lhe dar tanto prazer quanto a compra.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

AS PESSOAS E OS COMPLEXOS



Não é nada difícil identificarmos ou conhecermos alguém que sofre de algum tipo de complexo, às vezes de ordem estética, intelectual, financeira ou emocional.

A palavra em si começou a ser usada com finalidades psicológicas por Carl Gustav Jung, e o seu objetivo era denominar um conjunto de sintomas (reflexos comportamentais) que juntos levavam ao desenvolvimento de outros sintomas.

O fato é que a grande maioria dos casos, os complexos não possuem fundamento real, ou seja, não são de origem externa ou fruto de alguma espécie de discriminação, mas sim de origem interna, de forma que o que deve ser tratado não é a aceitação de uma condição, mas sim a elaboração da questão sobre si mesmo.

De forma sucinta, é possível explicar que a constituição psíquica do sujeito,
se divide em ego, superego e id, o ego é que somos e o superego é a idealização do ego, ou seja, o que se deseja ser. Quando há uma distância muito grande entre estas duas partes, ou seja, uma diminuição expressiva do ego com relação ao superego, o que fica é um sentimento (complexo) de inferioridade aparentemente inexplicável.

Naturalmente já somos propensos a ir atrás de uma culpa ou uma frustração, ou seja, nosso estado emocional é oscilante mesmo que nada ocorra pra isso.

Algumas pessoas desenvolvem o que Freud chamou de “fantasias persecutórias”. Sabe aquelas pessoas que tem “mania” de achar que tudo é com elas, que o cumprimento do padeiro é menos entusiasmado com ela, que o professor a persegue por nada, que todos no departamento são promovidos menos ela? Enfim, a fantasia persecutória é uma espécie de complexo.

O complexo de inferioridade é o que mais aparece no consultório, de maneira sorrateira ele se instala e traz repercussões para a vida do sujeito, que nem ele mesmo se dá conta. Não é difícil conhecermos alguém que parece estar se defendo do mundo o tempo todo, aquela pessoa que antes da eminência de qualquer ameaça já está reagindo e atacando. Para um inconsciente “complexado”, que teme a rejeição, nada mais natural que rejeitar primeiro.

Seja de ordem interna ou ordem externa, ou seja, um rosto marcado por acne, pernas muito finas, sobrepeso na adolescência, enfim, seja qual for a razão do complexo, a premissa será sempre a mesma: o sujeito sentir-se impedido ou rejeitado em fazer parte de um coletivo; sentir-se suficientemente diferente, para não se admitir pertencente a nenhum grupo.

A solução para esta trama analítica é dissolver o complexo, é a conscientização de que apesar de sermos seres que necessitam da coletividade social, somos absolutamente todos diferentes. Da impressão digital aos detalhes de personalidade, somos todos definitivamente distintos uns dos outros. E muitas vezes a nossa necessidade de aceitação, vem em primeira
instância da nossa própria carência afetiva oscilante e não propriamente da rejeição social.

Cada caso é um caso, e cada complexo certamente terá sua história e seu trajeto de volta para ser elaborado e digerido, o importante a saber é que eles não fazem parte da vida psíquica de ninguém, portanto, não é solução habituar-se ou adaptar-se a eles. Ninguém merece compartilhar sua vida com um ou mais complexos, livre-se deles!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

COMO LIDAR COM PESSOAS MANIPULADORAS?



Puxa! Novamente devo agradecer o convite das meninas da TV BandVale, do Programa "falando nisso...", a Nathália e a Solange e a Produtora Naiara, acho que fizemos um bom programa, com participações interessantes.

Segue abaixo o artigo sobre o tema que foi discutido no programa. 

A necessidade de poder é intrínseca no ser humano, e para algumas pessoas que tem esta característica mais acentuada na personalidade, é bastante comum enxergar o outro, como ferramenta para efetivação dos seus desejos, ou seja, são pessoas manipuladoras buscando as manipuláveis.

Para alguns é tão importante a satisfação absoluta de suas necessidades, que passa a ser secundário se o outro servirá de objeto ou instrumento para uma conquista maior. É como algo absolutamente natural, e de certa forma justificável, mas não inocente ou inconsciente.

Existem várias formas de manipulação, mas todas elas cabem numa divisão em duas categorias: as implícitas ou veladas e as explícitas.

Quando falamos de alguém manipulador, não estamos tratando, necessariamente de ninguém tirano, ao contrário, um dos artifícios da manipulação velada é justamente através da bondade e solicitude. Eu explico melhor:

- alguém que se esforça por atender as necessidades de todos, que se põe sempre disponível e solícito, minimamente também espera o mesmo dos seus, mesmo que esta expectativa não seja verbalizada, fica apenas uma representação subjetiva. Mesmo a opção do sacrifício sendo dela, “veladamente” veladamente fica imposta a mesma disposição aos outros. Não se trata de uma trama maquiavélica de comportamento do “falso bondoso”, mesmo sendo através de atitudes involuntárias, a dinâmica se configura por si só desta maneira.

Outro artifício manipulador é o dinheiro, que não tem nada de velado. Dependendo do quanto nos sentimos suscetíveis a ceder a ele, é um forte mecanismo de manipulação explícita e imediata.

O sentimento transformado em veículo de conquista, é um dos mecanismos mais comuns de manipulação: a chantagem emocional. Para que ela se estabeleça com sucesso pelo manipulador, é necessário ter os dois papéis ocupados: o da vítima e o do vilão, ou seja, “eu (opressor) sou a vítima (conforme o enredo da chantagem) e você, se não ceder ao meu desejo, ocupará inevitavelmente o papel do vilão”. Simples assim.

O feminino em especial é campeão das manipulações veladas, enquanto que o masculino, quando possue o perfil manipulador, costuma optar pelo modelo menos elaborado e mais comum: a manipulação explícita e normalmente tirana.




O ego de cada um se envaidece cada vez que lhe é possível experimentar o exercício do poder sobre o outro, isto não é variável e nem relativo, todos nós respondemos da mesma forma a este estímulo, mesmo que queiramos sublimar faz parte da estrutura psíquica do sujeito, todas as abordagens teóricas acerca da base das necessidades humanas, contemplam o poder. Ter seus desejos atendidos através da complacência do outro, nos faz não só nos sentirmos atendidos, como consequentemente queridos.

Pode parecer perturbador e sórdido, mas muitas manifestações de afeto e carisma também são instintos manipuladores incondicionais. A própria simpatia gratuita, aprendemos desde cedo que nos traz facilidades.

Exemplos bastante clássicos da necessidade involuntária e velada de manipulação estão na ordem familiar, normalmente praticada por pai e mãe. Há uma defesa de que o amor de mãe é absolutamente e geneticamente incondicional, mas se colocamos uma lupa analítica nesta questão, veremos que não é bem assim. A mãe ama seu filho e amará mais ainda se ele conduzir seu comportamento conforme o desejo dela, ela demonstrará ainda mais satisfação com ele se as suas opiniões forem aceitas e aplicadas em sua vida. Enfim, isto pode ser feito de maneira branda e natural, mas não muda a premissa do comportamento.

O ambiente de trabalho também é um local bastante interessante onde encontramos com freqüência as duas categorias de manipulação. Sempre haverão os dois perfis de comportamento: os mais expansivos e os menos expressivos, o primeiros buscará conduzir o segundo conforme suas necessidades.

Enfim, o importante a ressaltar é que o manipulador aposta sempre em obediência cega, em conquistar seus objetivos sem muita contestação, no entanto, se ele encontra resistência, ou alguém que se mostra tão ou mais convicto do que ele, este ciclo de manipulação não se concretiza e, aos poucos  ele tende a não se repetir. E o contrário também acontece, se o manipulador encontra facilidades em conduzir pessoas ou circunstâncias, ele se sentirá confiante em repetir este padrão de comportamento sempre.