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- Comportamento Humano;
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- Relacionamentos;
enfim, toda abordagem que puder levar informação sobre melhor qualidade de vida
emcional.

Os textos não têm a pretenção de orientar, mas sim de poder oferecer uma alternativa de interpretação.
Sinta-se a vontade para opinar, contestar e discutir. Aqui, o que você pensa, será bem vindo!

Abraço,

Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista –
SJCampos

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terça-feira, 14 de junho de 2011

PARA QUE SERVE O DIVÃ?


Antes de explicar a função do divã como ferramenta psicanalítica, é necessário explicar, mesmo que seja redundante, o papel do analista.

O terapeuta no melhor do seu ideal, não opina, não defende, não moraliza e sobretudo, não julga. Ele ocupa o papel de veículo, se limita apenas a ser o condutor de emoções e elaborações, empresta a sua figura para a transição de material psíquico e a promoção da “transferência” em Psicanálise.

Ele escuta, questiona, investiga e fomenta, tudo o que for necessário para permitir fluidez as emoções e as questões psicossomáticas. Às vezes ele é odiado, amado, confundido, “confiado e desconfiado”, mas isso tudo é apenas o seu papel.

Não é permitido ao bom analista nenhum tipo de envolvimento emocional no setting analítico, nem piedade, ira, amor ou comoção, mas é essencial responsabilidade, compromisso e fidelidade. Tudo isso é muito complexo porque o analisando busca, seduz e disputa mesmo que inconscientemente a atenção e o envolvimento do analista.

Enfim, o divã. Primeiro a razão do seu posicionamento, que fica fora do ângulo da poltrona, ou seja, o analista que fica na poltrona não estará de frente para o analisando no divã e vice-versa. Isto é de propósito e é justamente para viabilizar a transferência, para as emoções do analisando saírem direcionadas ao seu interlocutor (emocional) de origem e não para o analista. Este é o momento mais produtivo e esperado na análise, mas é também a parte mais crítica e delicada do tratamento. O divã é só uma ferramenta da Psicanálise e o seu uso não é condição única de tratamento.

Outra questão que aparece sempre: quanto tempo durará o tratamento? Resposta: sem resposta. Não tem como prevrer o desenrolar de uma terapia, principalmente porque não depende do terapeuta, mas de como o analisando irá responder aos estímulos da análise.
O sucesso de uma terapia é medido conforme as razões principais e iniciais que levaram o sujeito ao consultório. É certo que outras questões surgirão, mas na medida que as iniciais forem sendo sanadas conseguimos avaliar o bom andamento do tratamento.

Outro tabu: perguntam se o fato de identificarem a necessidade de tratamento terapêutico significa que a pessoa está “doente” ou “tem algum problema”. Pára... né! Não significa uma coisa e nem outra. Significa apenas que a pessoa resolveu investir seu tempo e seus esforços para compreender de forma mais profunda “a quantas” andam suas opções de vida e a formação de sua personalidade, como se constituíram seus mecanismos de defesa, sobrevivência, etc.

Enfim, existem várias questões mais a serem respondidas, cada um terá a sua dúvida em particular, o importante a saber é que visitar um terapeuta não é o seu fim do mundo, pode ser o começo dele.

2 comentários:

Elder Poltronieri disse...

Gostei do texto.Como enviar-lhe um email?

Alessandra disse...

Muito simples e bem explicado, gostei