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- Relacionamentos;
enfim, toda abordagem que puder levar informação sobre melhor qualidade de vida
emcional.

Os textos não têm a pretenção de orientar, mas sim de poder oferecer uma alternativa de interpretação.
Sinta-se a vontade para opinar, contestar e discutir. Aqui, o que você pensa, será bem vindo!

Abraço,

Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista –
SJCampos

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

AS PESSOAS E OS COMPLEXOS



Não é nada difícil identificarmos ou conhecermos alguém que sofre de algum tipo de complexo, às vezes de ordem estética, intelectual, financeira ou emocional.

A palavra em si começou a ser usada com finalidades psicológicas por Carl Gustav Jung, e o seu objetivo era denominar um conjunto de sintomas (reflexos comportamentais) que juntos levavam ao desenvolvimento de outros sintomas.

O fato é que a grande maioria dos casos, os complexos não possuem fundamento real, ou seja, não são de origem externa ou fruto de alguma espécie de discriminação, mas sim de origem interna, de forma que o que deve ser tratado não é a aceitação de uma condição, mas sim a elaboração da questão sobre si mesmo.

De forma sucinta, é possível explicar que a constituição psíquica do sujeito,
se divide em ego, superego e id, o ego é que somos e o superego é a idealização do ego, ou seja, o que se deseja ser. Quando há uma distância muito grande entre estas duas partes, ou seja, uma diminuição expressiva do ego com relação ao superego, o que fica é um sentimento (complexo) de inferioridade aparentemente inexplicável.

Naturalmente já somos propensos a ir atrás de uma culpa ou uma frustração, ou seja, nosso estado emocional é oscilante mesmo que nada ocorra pra isso.

Algumas pessoas desenvolvem o que Freud chamou de “fantasias persecutórias”. Sabe aquelas pessoas que tem “mania” de achar que tudo é com elas, que o cumprimento do padeiro é menos entusiasmado com ela, que o professor a persegue por nada, que todos no departamento são promovidos menos ela? Enfim, a fantasia persecutória é uma espécie de complexo.

O complexo de inferioridade é o que mais aparece no consultório, de maneira sorrateira ele se instala e traz repercussões para a vida do sujeito, que nem ele mesmo se dá conta. Não é difícil conhecermos alguém que parece estar se defendo do mundo o tempo todo, aquela pessoa que antes da eminência de qualquer ameaça já está reagindo e atacando. Para um inconsciente “complexado”, que teme a rejeição, nada mais natural que rejeitar primeiro.

Seja de ordem interna ou ordem externa, ou seja, um rosto marcado por acne, pernas muito finas, sobrepeso na adolescência, enfim, seja qual for a razão do complexo, a premissa será sempre a mesma: o sujeito sentir-se impedido ou rejeitado em fazer parte de um coletivo; sentir-se suficientemente diferente, para não se admitir pertencente a nenhum grupo.

A solução para esta trama analítica é dissolver o complexo, é a conscientização de que apesar de sermos seres que necessitam da coletividade social, somos absolutamente todos diferentes. Da impressão digital aos detalhes de personalidade, somos todos definitivamente distintos uns dos outros. E muitas vezes a nossa necessidade de aceitação, vem em primeira
instância da nossa própria carência afetiva oscilante e não propriamente da rejeição social.

Cada caso é um caso, e cada complexo certamente terá sua história e seu trajeto de volta para ser elaborado e digerido, o importante a saber é que eles não fazem parte da vida psíquica de ninguém, portanto, não é solução habituar-se ou adaptar-se a eles. Ninguém merece compartilhar sua vida com um ou mais complexos, livre-se deles!