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enfim, toda abordagem que puder levar informação sobre melhor qualidade de vida
emcional.

Os textos não têm a pretenção de orientar, mas sim de poder oferecer uma alternativa de interpretação.
Sinta-se a vontade para opinar, contestar e discutir. Aqui, o que você pensa, será bem vindo!

Abraço,

Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista –
SJCampos

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

TRANSTORNOS ALIMENTARES E DIETAS

É certo que é redundante escrever sobre a ditadura da beleza que configura e parametriza, sobretudo as mulheres, o quanto elas devem pesar ou a definição da sua aparência, como: cumprimento ideal de cabelo, cor dos fios, corte, roupas, sapatos, etc. Mas ainda assim há tanto o que debater sobre o assunto, porque ainda há instituído um cativeiro tão severo em torno deste tema. 


Veja bem, nós não priorizamos a qualidade de vida ou a saúde, priorizamos os critérios de aparência e beleza, ignorando totalmente que correspondemos a biótipos diferentes, dos quais não correspondem necessariamente a magreza.

É uma luta incessante contra a balança, se submetendo a um conjunto de árduas privações, monitorando dia a dia se há conquistas a serem celebradas e estas demoram a aparecer, quando aparecem.

Corpo saudável é aquele que se condiciona a se alimentar bem e direito, inclusive com concessões de prazeres e vontades, não através de fome e desejos vetados o tempo todo e quando se autorizam, arrebentam de comer só o que nos remete ao prazer gastronômico.

Desde cedo estabelecemos nossas fontes de prazer que nos guiarão para sempre para nos proporcionar agrados e compensações. Fazemos isso erroneamente com a comida. Este mecanismo equivocado substitui, apenas enganosamente, um abraço, um elogio, um reconhecimento, uma atenção não recebida.

O centro das nossas emoções funciona como um contador e cria um balanço que se divide entre ativo e passivo emocional. Quando nos submetemos a privações ou sacrifícios recorrentes, restrições de prazer, criamos passivos emocionais que pedem por compensação para equilibrar a balança. E a fonte de prazer mais imediata e disponível é quase sempre a comida. Está ao nosso alcance, não depende de mais ninguém e oferece prazer ao paladar, portanto, neste caso a compulsão será sempre por coisas saborosas, guloseimas e não necessariamente vegetais ou cereais.

Também há a compulsão desencadeada pelo sentimento de vazio, então a comida funciona como sensação de preenchimento e saciedade. Assim como no caso anterior é apenas uma sensação momentânea e passageira, que vem seguida de culpa, mal estar e arrependimento.

Devemos relacionar a comida principalmente a sobrevivência do corpo e subsistência do organismo, e não prioritariamente ao prazer. As dietas, quando não são loucas e desmedidas, mas sim funcionais e fundamentadas, funcionam muito. Mas o que ninguém percebe é que cada dieta corresponde e funcionará melhor de acordo com cada perfil psicológico, note que não estou falando necessariamente de corpo, mas de funcionamento psíquico. Há o que funciona com cada um como haverá o que não funciona e não adianta o milagre que a dieta promete.

Vamos aos exemplos que fica mais fácil de compreender. A dieta dos pontos do Dr. Alfredo, não vou entrar em detalhes do que se trata, porque o objetivo não é fazer apologia a nenhuma dieta em específico, mas neste exemplo a grande sacada é ter o real controle de absolutamente tudo o que se consome, tudo o que vai boca a dentro deve ser computado para não ultrapassar o limite  de pontos permitido. Portanto, esta dieta é para o perfil que seja minimamente disciplinado e se entusiasme com desafios. Você pode comer de tudo, no entanto, a única restrição é o limite dos pontos.

Tem dieta da proteína, do chá verde, do carboidrato, enfim, uma infinidade delas. No entanto, entre todas as melhores são aquelas que sugerem reeducação alimentar, algo que você possa dar continuidade após ter atingido seu objetivo, é por isso que as dietas restritivas demais levam ao emagrecimento, mas também traz junto o efeito sanfona.

Não há milagres, nem soluções mágicas, nem instantâneas, exercício físico desde que mundo é mundo é importante não só para manutenção do corpo, mas também para o cérebro; alimentação sensata, é aquela que te satisfaz, não impõe sacrifícios intensos e não te transforma em refém.

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