BEM VINDO!

Este é um espaço criado para que possamos trocar informações sobre:

- Psicanálise;
- Comportamento Humano;
- Patologias Psicoemocionais;
- Sentimentos: que constroem e que destroem;
- Relacionamentos;
enfim, toda abordagem que puder levar informação sobre melhor qualidade de vida
emcional.

Os textos não têm a pretenção de orientar, mas sim de poder oferecer uma alternativa de interpretação.
Sinta-se a vontade para opinar, contestar e discutir. Aqui, o que você pensa, será bem vindo!

Abraço,

Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista –
SJCampos

Pesquisar este blog

segunda-feira, 18 de março de 2013

COMPORTAMENTO E TRÂNSITO



Para qualquer um que se ocupe de analisar o comportamento humano, o trânsito costuma ser um rico e ilustrativo cenário pra isso.


Tem um filminho (desenho) muito antigo do Pateta (Disney), que é muito legal e revelador também, porque guardadas as devidas proporções é exatamente o que acontece com muita gente, quando entra num carro, e então aparece outra versão de sua própria personalidade.

Existem algumas reflexões curiosas, como por exemplo: parece que o carro algumas vezes assume o papel da extensão do Ego de cada um; deixa de ser apenas veículo de locomoção para ser um predicado do sujeito, algo que por si só expresse sobre quem é seu dono.
Apesar de ser uma dedução recorrente, sinto dificuldades para compreender essa parte, principalmente quando ela passa um pouco do ponto.

O farol

Vejo pessoas que descansam a mão na buzina quando o carro da frente não se mexeu no exato milésimo de segundo que o farol abriu. É como se o sujeito da frente não tivesse o direito de se distrair ou de estar perdido em suas próprias preocupações, ou de estar num dia em que seu tempo de resposta é um pouco mais lento.

Pelo atraso de suas reações junto ao acelerador, ele automaticamente causou um prejuízo real ao motorista de traz e se transformou em seu mais novo inimigo. O trânsito é assim: mágico e imediatista, transforma pessoas que nunca se viram em amigas ou inimigas instantaneamente.

Pedindo Passagem

A visão do sujeito que segue seu fluxo, e de repente avista alguém ao seu lado, indicando com a seta que ele pretende entrar na sua frente, muda e pronto, está estabelecida a rivalidade. O sujeito já começa a pensar:

- Por que ele não entra na frente do carro de traz? Por que precisa ser na minha frente? De certo porque eu tenho cara de bobo;
- Se ele entrar na minha frente, será mais um para me atrasar...;
- Ah não, esse folgado quer me passar pra traz...;
Enfim, conjecturas desconexas que não nos damos conta que estão motivando nossa atitudes ao dirigir. Quando que na verdade é só alguém pedindo passagem, que precisa chegar ao seu destino igual a todo mundo.

A seta

“Eitah” luzinha problemática!
Reconheço o quanto as pessoas usam a abusam em não usá-la. Está errado! Mas daí a xingar o esquecido de filho da “mãe”, “homem traído”, “órgão de reprodução masculino”, todo esse arsenal primitivo, esse vocabulário bélico todo, é desnecessário, pura estupidez inútil. Esse tipo de reação não vai se refletir em nenhum tipo de aprendizado para o outro, porque está vindo em formato hostil e de um desconhecido. Agora se o objetivo é aborrecer, vale lembrar que afeta a ambos.

E qual é o sentimento que está por traz deste aborrecimento todo mesmo? É sentir-se desrespeitado, sem o “pedido de licença” do outro, lesado por perder uma fraçãozinha de segundos em uma ultrapassagem, já que o outro vai virar na próxima rua, enfim, balela.

O trânsito é muito louco, revela o humor, a personalidade, a tendência emocional de cada um e muito mais. É desafiador porque é convivência com desconhecidos. Só que é preciso ter calma, responsabilidade para saber que em dirigir está implícito muito mais do que apenas o evento da locomoção. Tem risco de morte, da sua e do outro, tem oportunidades de exercitar gentileza e tolerância ou o contrário disso. Enfim, como tudo na vida é opção e consequência.

Nenhum comentário: