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Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista –
SJCampos

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

SOMOS TÃO JOVENS (FILME)



Resultado de imagem para legião urbana


Reconheço que está meio fora de hora falar sobre o filme do Legião Urbana, mas na época que eu assisti eu escrevi, mas acabei não publicando. Eu adorei o filme, mas saí meio frustrada do cinema porque achei que mostrou muito pouco sobre a história da banda, depois é que eu vi que a proposta era contar sobre a formação da banda, o início da carreira e como tudo começou. Então o filme cumpriu o propósito.


Foi ótimo! Fiquei emocionada várias vezes porque aquelas músicas fizeram parte da trilha sonora da minha adolescência e juventude. Saí nostálgica do cinema, mas aí por outra razão: fiquei pensando que aquilo tudo fazia parte do meu patrimônio musical, cultural e emocional, e que meu filho, hoje, não tinha nada que o valesse. Nada além de um “MC qualquer coisa”, que compõe letras que se resumem em um besteirol erótico, que se limita a rimar “léu com créu” ou algo parecido, numa única estrofe que vai se repetir dez vezes até o fim, sem melodia, sem notas elaboradas, sem nada. Ou então, um pagode igualmente pobre cantado por uma molecada que se apresenta cheia de correntes e ornamentos, que evidenciam que o objetivo principal é venderem cds e ficarem ricos. Quem nos dera que esse pagode/samba desse continuidade a linhagem de um Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Alcione, etc. Aí sim estaríamos no lucro.


Enfim, o filme é bom, mostra um Renato Russo cheio de ideais, inteligentíssimo, preocupado com o alcance e a repercussão das suas composições sobre os jovens, com seu lado prepotente, estrelinha e arrogante, como de fato era, mas também humanamente sensível e frágil. As ideias para as composições saiam do que ele vivia, ouvia e captava de tudo e de todos. 


É com pesar que percebo que estamos empobrecendo culturalmente, sem nos darmos conta. Estamos em processo de falência, sobretudo quanto a boa música, e parte disso é nossa própria culpa, agora me dirigindo aos adultos, respectivos pais e mães que não convidam seus filhos a ouvir música de qualidade dentro de casa, que não substituem a TV ligada à toa na sala, só fazendo barulho, por boa música, que não contam histórias conhecidas acerca das letras produzidas nos tempos áureos da MPB, estimulando a curiosidade das crianças, que não se dispõem a apresentar seus filhos ao Jazz, a música clássica, ao chorinho, ao rock de qualidade, seja nacional ou internacional.


Estamos autorizando nossos filhos a essa alienação cultural geral. E infelizmente nosso patrimônio musical vai morrer conosco um dia.


Voltando ao filme, recomendo preferencialmente, aos adultos depois dos 30 e impreterivelmente aos jovens antes dos 20.


Bom filme!

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