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- Psicanálise;
- Comportamento Humano;
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- Relacionamentos;
enfim, toda abordagem que puder levar informação sobre melhor qualidade de vida
emcional.

Os textos não têm a pretenção de orientar, mas sim de poder oferecer uma alternativa de interpretação.
Sinta-se a vontade para opinar, contestar e discutir. Aqui, o que você pensa, será bem vindo!

Abraço,

Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista –
SJCampos

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

BANDIDOS explodiram caixas eletrônicos de um Hospital


Estou tentando desenvolver a habilidade de falar de coisas tristes e trágicas, sem falar de tristeza e tragédia... lhe pareceu impossível? A mim também.

Ontem meu marido chegou contando uma notícia que ele recebeu via facebook. Como eu ignoro essa ferramenta e insisto em não usá-la, fico  "mabe out", das notícias. O fato era que haviam invadido e explodido caixas eletrônicos de um Hospital (mais assistencial, que privado) que conhecemos bem e o temos pessoalmente como um "templo sagrado". Fiquei pensando: "nossa, como assim!? Um hospital, com pessoas convalescendo, com equipes trabalhando e lutando para salvar vidas, com famílias aflitas acompanhando notícias de seus entes e amigos, que susto horrível ..." 

Passada a minha indignação e revolta, tendo a notícia de que ninguém se feriu, os amigos que deixamos lá passam bem, fui tentando elaborar pra tentar entender  as atitudes tão adversas que movem o ser humano.

Hoje quando eu estava estudando, Neuropsicologia, que de tão complexo só consigo me concentrar de verdade escutando música, de preferência em idiomas que eu não compreendo, porque me livra de influências externas e me desobriga a compreensão, sobrando bastante neurônios para os estudos; enfim, entrou por equívoco no mix da seleção de músicas: "USA For Africa", de tão antiga me deu vontade de ouvir prestando atenção e assistindo ao vídeo. 

Era bem isso que eu precisava, porque o registro que eu tinha dessa música era de um aglomerado de Egos brigando por um microfone, buscando sua melhor performance para ser marcante no movimento. E eu não vi nada disso, pelo contrário.

Eu vi verdadeiras estrelas, algumas já póstumas, atuando como coadjuvantes para um bem maior, no melhor do potencial da sua habilidade abrindo espaço para o outro cantar, porque o importante era que o todo, a canção, ficasse perfeita, em nome de todas as crianças que viviam na precariedade humana.

E aí eu comecei a lembrar do meu amigo médico, cardiologista, que não recebe há um tempão, porque o governo... (deixa pra lá essa parte), continua atendendo seus pacientes, independente do seu salário atrasado; lembrei de rifas feitas entre funcionários para melhorar as condições de atendimento dos seus pequenos pacientes; lembrei de um velho vicentino de mais de 80 anos que durante toda sua vida não mediu esforços para ajudar alguém, sem importar a quem; de uma psicóloga que virou a melhor amiga de uma estranha só porque ela precisava e se colocou disponível de um jeito poucas vezes visto; e de mais um monte de exemplos de solidariedade, de amor ao próximo, de vontade de fazer a diferença pelo bem e jamais pelo mal. Fui lembrando que a gente tem que rezar (pois é, eu sou uma analista que acredita no poder da oração, sim! E quer saber? Tenho dúvidas, se o Freud era ateu mesmo ou só O ignorava por convicção "intelectual"). Acho que acabei que cavar minha cova, mas não dá nada não...

Reza, oração, bons pensamentos, boa vontade, amor ao próximo não tem nada a ver com religião. Eu mesma nem sei qual é a minha... ou se eu tenho uma de verdade, mas eu não tenho dúvidas de que o "Amigão" está em algum lugar, regendo, intercedendo e guiando as pessoas de boa fé e bom coração. Você pode chamar de Deus, Divindade, Energia Universal, Pai, não importa. Eu, como sou "chegada", chamo de "Amigão", "Patrão", "Chefe" (rsrsrsrs) ... e eu acho ou me iludo, sei lá, de que sou ouvida, sempre. Acho que isso é a tal fé, acreditar sem pedir o CPF de Deus.

Pensar que tem alguns: nós cegos, sem noção, sem família, sem discernimento, sem sustentação familiar, sem valentia para o trabalho e o ganha pão honesto, sem honra e ombridade para dignar-se a se intitular "Homem", covardes sociais e emocionais, que se marginalizam por opção e conseguem legitimar suas consciências através de algum subterfúgio incompreensível até pra si mesmo, estes sempre existirão e seguem existindo desde que mundo é mundo. Não dá pra se escandalizar e demover a fé no ser humano, baseado nessa escória, que é o subproduto do que deu errado no princípio de civilidade.

Vamos seguir, acreditando que as exceções não devem se sobrepor aos exemplos de boa vontade e desejo de dias melhores que haverão de vir.

Aos nossos amigos desse Hospital, a nossa solidariedade e nossa solicitude. Aos marginais que fizeram essa atrocidade: o nosso pedido de complacência e perdão junto ao "Amigão", E se possível, quem sabe, prisão, porque afinal a lei dos homens existe não é?