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emcional.

Os textos não têm a pretenção de orientar, mas sim de poder oferecer uma alternativa de interpretação.
Sinta-se a vontade para opinar, contestar e discutir. Aqui, o que você pensa, será bem vindo!

Abraço,

Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista –
SJCampos

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Elegância e Educação

Não é a aparência, é a essência. Não é o dinheiro, é a educação. Não é a roupa, é a classe.... Frase de Coco Chanel.

Esse tema sob a ótica da análise do comportamento humano é incomum, mas tem tudo a ver e eu vou explicar esse ponto de vista.

Elegância é diferente de educação. Educação é um conjunto de regras e princípios de civilidade que aprendemos desde a infância (é o que se espera). Elegância é o discernimento na escolha e aplicação dessas informações, que tem a ver com bom senso, inteligência emocional, compostura (adoro essa palavra), que tem a ver com comportamento comedido.

Nós temos a capacidade de diversidade comportamental, ou seja, não se trata de múltiplas personalidades, mas de diversificar o refinamento do nosso padrão de comportamento, conforme desejamos ou conforme convém. E isso não é ruim, muito pelo contrário, nada tem de hipócrita ou falso, é escolha inteligente de modelos comportamentais pertinentes a cada ambiente ou cada grupo social.

No entanto, é comum assistirmos pessoas que se autorizam alienadamente a assumirem padrões vexaminosos e desnecessários, sem nenhuma atenção ou cuidado com o outro. E por sua vez, como não são corrigidas, porque não é de bom tom fazer isso com o adulto, porque ele se ofende mortalmente, ele acaba acreditando que está correto e é aceitável.

Não sei porque, e de fato não entendo, a razão de alguns perfis associarem grosseria a poder, nível social ou personalidade forte? Quando na verdade, grosseria só tem a ver com desrespeito, denota uma grande fraqueza na resistência à frustração (não aceita contrariedade) e uma educação precária ou ineficaz. Mais nada.

Portanto, se você tem alguém lhe servindo por alguma razão ou ocasião, lembre-se que ali está um profissional trabalhando e não um serviçal do período feudal, se você é um convidado na casa de alguém, respeite não só seu anfitrião como as regras da casa, que certamente não serão as mesmas da sua, ou, fique na sua. Se está apenas se socializando num grupo, use sua perspicácia em identificar a dinâmica da conversa, o perfil das pessoas, e escolha um modelo comportamental que te defina, no entanto, que não agrida seus interlocutores, é menos difícil do que se imagina.

Uma adequação sociológica fundamental: não temos como ficar só com os benefícios dos recursos tecnológicos que estão em franca expansão, mas temos como refrear alguns efeitos colaterais. Não se leva celular à mesa, ou se o fizer, que seja por um tempo tão curto, para um propósito tão específico que os demais da mesa nem o perceberão fazendo. Do contrário, será deselegante, desrespeitoso e ofensivo para com os demais que estão dividindo a mesa e o tempo com você. Se o seu celular é inseparável de vocẽ, significa que invariavelmente ele lhe basta, escolha ficar em casa com ele.

E por fim, existem várias linguagens afetivas implícitas ou explícitas, conseguimos influenciar, sugestionar ou direcionar o rumo de uma conversa simplesmente escolhendo o volume adequado do tom de voz. Olha que mágico? Surpreendente não é? Então não vale a pena começarmos a nos habituar a pensar antes de abrir a boca? Acionar alguns parcos neurônios, numa velocidade vertiginosa antes de começar um debate, um assunto, uma roda de papo…

Falar sem pensar é tão comum que já virou uma explicação padrão para gafes comportamentais, quando que na verdade não justifica nada, é deselegante mesmo, e conforme a fase da vida adulta que o sujeito se encontra, mais berrante e inadmissível será.

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