BEM VINDO!

Este é um espaço criado para que possamos trocar informações sobre:

- Psicanálise;

- Comportamento Humano;

- Patologias Psicoemocionais;

- Sentimentos: que constroem e que destroem;

- Relacionamentos;

Enfim, toda abordagem que puder levar informação sobre melhor qualidade de vida emocional. Os textos não têm a pretensão de orientar, mas sim de poder oferecer uma alternativa de interpretação.

Sinta-se à vontade para opinar, contestar e discutir. Aqui, o que você pensa, é bem-vindo!

Abraço,

Lindalva Moraes Pereira
Psicanalista – SJCampos

quinta-feira, 12 de julho de 2018

A HISTORINHA DESTE ESPAÇO NOVO

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A Psicanálise surgiu na minha vida muito cedo, e eu não sabia que ela tinha esse nome ou que ela faria parte do meu futuro. Mais eu já sabia o que ela representava pra mim: mais que uma profissão, já era um fundamento.

Eu tive a sorte de encontrar pessoas que me apoiaram para que ela se efetivasse na minha vida, mentores que me influenciaram, me encantaram pelo conhecimento e foram determinantes pra minha trajetória. Eu tenho o orgulho (egóico e confesso) de dizer que meus professores foram: Contardo Calligaris; Maria Rita Kehl; Carlos Aricó; Júlio Nascimento; Alfredo Jerusalinsky; Renato Mezan; Karin de Paula; Elisa Ulhôa, entre muitos outros psicanalistas incríveis e apaixonados pela "humanidade" do ser humano. Então, não tinha como declinar da proposta.

Dito isso, concluo que a Psicanálise já me beneficiou com: uma perspectiva nova de vida, uma profissão e um sustento, o prazer de trabalhar, e só faltava mesmo também fazer parte do meu lazer. 

Então..., a ideia deste espaço novo, surgiu daí: lazer. Onde é pra ser divertido, é pra ser um ponto de encontro filosófico, psicanalítico, social; um cinema, um pub, um bar, uma sala jeitosa, mas que aceita bagunça, onde é lugar de chegar e se sentir à vontade. 

As finalidades múltiplas: eu precisava de um espaço que coubesse mais pessoas, que a Psicanálise tivesse um alcance maior que apenas no consultório. Onde pessoas que não tem intenção, tempo ou perfil para terapia, mas tem interesse em discutir sobre temas de saúde emocional, tivesse um lugar pra isso, chamado "Psicanálise com Vinho".

Finalidade social: um setting analítico maior, que coubesse grupos de terapia, que não podem custear análise individual e que a Psicanálise faria toda a diferença em suas vidas.

Enfim, tudo isso junto, mas não misturado. Psicanálise com Vinho é pura diversão com conhecimento; terapia de grupo é fazer valer ainda mais, uma boa formação, que depois de 15 anos, só está no começo...

Entendeu? Então, está convidado!!!

quarta-feira, 11 de julho de 2018

DESABAFO NÃO!

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Uma vez, eu comprei um livro do Professor Contardo Calligaris, chamado “Cartas a Um Jovem Terapeuta”, e na dedicatória ele colocou que um dia seria eu escrevendo um livro igual aquele.

Prezado Professor, sinto em decepcioná-lo, mas hoje eu gostaria mesmo, era de escrever uma carta a um aspirante a analisando.
É exaustivo saber como as pessoas ainda pensam equivocadamente sobre o trabalho do Psicanalista. Então vamos lá, paulatinamente:

Estimado Analisando,
respondendo a sua pergunta mais recorrente: não. O Analista não vive de ouvir “desabafos”, pelo amor de Deus, sugiro que não cometa este insulto! Desabafo não requer conhecimento técnico ou anos de estudos, apenas um par de ouvidos seria suficiente.

Seguindo com suas dúvidas: não novamente. O Analista não dá palpite, nem opinião, nem tão quanto tira da manga soluções mágicas para seus problemas. Ele a princípio contribui para que você descubra quais são seus “verdadeiros” problemas.

Agora, sobre o primeiro encontro: a entrevista em terapia não serve pra saber se houve “simpatia” com o analista. O termo correto é empatia, e aliás, ela precisa ser recíproca. E não, a entrevista serve para muito mais que isto.

Imagino que agora queira saber o que o Analista faz afinal, já que é "não" para todas as perguntas. Parece cada vez mais fácil este trabalho...
Então prezado, o psicanalista recebe todas as informações da entrevista e as cataloga mentalmente, dividindo-as em queixas e sintomas. Em seguida, ele busca o enquadramento de um perfil diagnóstico analítico, já que todos nós nos encaixamos em um, e conforme cada um, requererá incrementos de atenção no acompanhamento.

Por fim, ele inicia o desenho de um mapa diagnóstico, que servirá de guia para determinar o ponto de partida; explorar os recursos psicológicos disponíveis no seu psiquismo e vislumbrar o seu ponto de alcance, ou seja, onde você deseja chegar.

Não se inquiete, é natural que você não tenha a maioria das respostas para o início do trabalho terapêutico, o que não é problema, mas também as respostas não serão sugestionadas pelo Analista. E isso por uma razão muito simples: o papel principal dele é servir de figura de transição, ele reproduz as perguntas pertinentes, coloca ênfase onde é necessária, mas as respostas saem mesmo é de você.
Tudo isso respeitando os limites do inconsciente individual e se responsabilizando por salvaguardar o setting analítico.

Continua achando mesmo que se trata de ganhar a vida ouvindo desabafos?

terça-feira, 10 de julho de 2018

EU E O MEU BLOG: RELAÇÃO INCONSTANTE, MAS FIEL...

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Já pensei tanto em deixar de escrever, abandonar o Blog, mudar de mídia porque Blog não está mais na moda, mas não adianta, o meu lance é mesmo com ele. Aqui eu me sinto livre... ele não me diz quantos caracteres eu tenho direito, ele é totalmente público e democrático, então podem ou não gostar do que eu escrevo, mas só vou saber se me comunicarem, o que eu acho justo.

Eu não tenho tanta intimidade com rede social, confesso que ela me intimida. E sei que lá não é o meu lugar de escrever livre e soltinha como aqui.

Não compreendo ainda muito bem esta expertise de direcionar postagens, atingir público alvo, impulsionar sei lá eu o que?... 

Isso aqui funciona pra mim, escrevo o que eu sei e o que eu acho, as pessoas se comunicam comigo pelos comentários ou por email e eu respondo a cada uma delas. Gosto assim, com o diz uma amiga.

Dei uma revitalizada na carinha dele (do Blog) e um amigo me disse:
- "Pelo amor de Deus, exclua alguns posts de 10 anos atrás, quando você escrevia tudo o que pensava, fizesse ou não sentido..." 😂

E eu comecei a revisar, e ele tinha razão, tinha bobagem pra mais de metro, como diria meu pai, mas não senti vontade e nem vergonha de nenhum deles. 

Em dez anos muita coisa mudou, muita coisa aconteceu, boa e ruim também, e de certa forma as postagens revelam um pouco da minha trajetória, foi o caminho que eu percorri. E eu gosto da ideia de ler alguns e rir da minha própria ignorância, com um pouco de ingenuidade.

Então, estamos de volta! E vamos trabalhar porque saúde emocional de verdade, não se trata apenas em divãs de veludo, em consultório que cheira a mogno. 



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